Pedaços do forro do andar superior da Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário, em Rio Pardo, não resistiram e vieram abaixo. Os destroços foram detectados pelo padre Sérgio Ghirardello nesta quinta-feira, no local onde funcionavam há três anos as aulas de catequese. Interditado desde 7 de outubro deste ano, dia do aniversário do município, o templo não mais recebe fiéis nem realiza celebrações litúrgicas por causa da precariedade de sua estrutura. A partir da semana que vem, a Prefeitura deve substituir o forro por escoras, segundo o pároco da paróquia diocesana.
Essa não é a primeira vez que partes da Igreja Matriz desabam. Em outubro de 2001, o forro do piso térreo desmoronou parcialmente sobre o presbitério, sem atingir as duas coordenadoras que arrumavam o altar-mor naquele momento. Agora, mediante a interdição, a preocupação não está nos fiéis e freqüentadores, mas sim na condenação da estrutura física do templo. Segundo o padre Ghirardello, os pontos mais críticos estão na sustentação do telhado e do piso, além da rede de fiação elétrica e madeirames corroídos por cupins.
Na tentativa de não se perder a arquitetura em estilo barroco do único prédio tombado pela lei municipal de preservação do patrimônio, o projeto para restauro recebeu essa semana a aprovação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Agora, o recurso na ordem de R$ 4,3 milhões está sob análise do Ministério da Cultura. O religioso, no entanto, acredita que a aprovação e liberação da verba pela União, por meio da Lei Rouanet, deve ocorrer no fim do primeiro semestre do ano que vem. Para ele, a verba destinada à recuperação de outra igreja, a São Francisco, virá antes.
Aos poucos
A segunda parte do projeto de restauro da Igreja Nossa Senhora do Rosário contempla pouco mais de R$ 3 milhões e se destina à recuperação dos entornos e bens agregados. O padre afirma que o templo somente será reaberto quando, no mínimo, as partes consideradas críticas — listadas e avaliadas na primeira etapa da proposta — forem substituídas. “Concluída a parte inicial, faremos o restante aos poucos”, salienta Ghirardello, que já encontrou um local seguro para guardar as imagens seculares e demais móveis do templo até a restauração. Desde a interdição, as cerimônias matrimoniais, por exemplo, estão sendo realizadas na Igreja dos Passos.
Fonte: Gazeta do Sul / 15 de novembro de 2008