Tendo realizado a sua primeira entrevista em 30 de agosto de 2000, o Banco de História Oral conta atualmente com cerca de 100 depoimentos. A rede de depoentes inclui membros da Instituição, gaúchos e de outros estados, magistrados, servidores, esposas de procuradores e promotores, políticos, etc. Alguns depoimentos já se encontram publicados, na íntegra, nos volumes 1, 2, 3, 4 e 5 da Série Histórias de Vida do Ministério Público. Esses estão sendo disponibilizados gradualmente ao final desta página.
O banco de entrevistas tem se revelado instrumento fundamental para o tratamento da história institucional, com a vantagem de proporcionar ao estudioso uma perspectiva subjetiva.
Essas diretrizes assinalam a tendência a destacar a abordagem temática das entrevistas, enfatizando-se a participação do indivíduo no espaço institucional e público. Assim, as questões pertinentes aos temas de pesquisa ajudam a nortear a formação da rede de entrevistados.
Seguindo a orientação técnica, o Programa foi disposto em oito etapas diferentes: preparação, agendamento, entrevista, transcrição, textualização, revisão, arquivamento e aproveitamento historiográfico.
A preparação da entrevista envolve a coleta de dados biográficos que situem a trajetória profissional do depoente em sua relação com o Ministério Público. Essa etapa inclui o preenchimento de uma ficha padronizada que acompanhará o documento até o seu arquivamento. A ficha contém os dados biográficos do entrevistado, um resumo de seu currículo, informações sobre a entrevista e os entrevistadores e o caderno de campo, com as anotações feitas pelo entrevistador auxiliar durante a entrevista. Tais anotações incluem nomes próprios citados, o registro das possíveis interrupções e até informações mais subjetivas, como estado de ânimo do entrevistado, momentos de hesitação, manifestação de irritação, etc.
A entrevista propriamente dita ocorre no local de escolha do depoente que pode ser a sua residência, seu escritório ou gabinete ou nas dependências do Memorial. Participam o entrevistador principal e um auxiliar, responsável pela operação dos gravadores, da câmera de vídeo e pelas anotações no caderno de campo.
Depois da coleta, as gravações em fita cassete e VHS, bem como a ficha de entrevista são encaminhadas para o setor de taquigrafia do Memorial do Ministério Público. O Memorial conta com uma taquígrafa que integra a equipe e tem formação em Letras. Assim, ela não se limita a transcrever os depoimentos, mas também elimina vícios de oralidade e realiza correção gramatical, adiantando o trabalho de textualização.
A textualização é, em geral, feita pelo entrevistador principal ou auxiliar. Ela consiste na transposição da linguagem oral para escrita, com a supressão de repetições, estruturação de frases e parágrafos, melhorando o estilo de expressão, sem, todavia, alterar o conteúdo da entrevista.
Após, as entrevistas são enviadas aos depoentes, acompanhadas de uma carta de autorização para consulta e publicação. Nessa etapa, o entrevistado pode fazer ajustes no texto, acrescentando ou suprimindo trechos, corrigindo nomes próprios e datas, completando trechos inaudíveis na gravação. O entrevistado também é livre para estabelecer que o depoimento, ou somente um trecho dele, estará fechado para consulta externa e publicação.
Antes do arquivamento e do aproveitamento historiográfico, o depoimento passa por um processo de indexação, que muito facilita o trabalho de pesquisa, tanto da equipe do Memorial, quanto de consulentes externos. Os indexadores foram divididos em seis eixos temáticos: órgãos e jurisdição do Ministério Público; legislação; administração do Ministério Público; entidades associativas e atividades culturais; prática da Justiça e relações de poder; temas de interesse para a historiografia. Dentro de cada eixo temático existem temas e subtemas.
Entrevistas disponíveis para consulta: